uma coisa nova chega
como sempre
e ousa um pouco
até repetir
e aí ela me pede
depois me pode
mas esquece
que eu não quero
repetir
o frescor
só isso dá
tesão
de querer continuar
23/09/2011
*ou então por alberto caeiro:
O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
e ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.
Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.
Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.
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quarta-feira, 5 de outubro de 2011
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