quinta-feira, 28 de junho de 2012
derrubar
então não me venha com papinho
de imperialista água de côco
ou socialista de anarco morto.
vamos pensar em gente como o mundo
que domina
e traz a hierarquia desde o ínfimo segundo fecundo.
a lei independe onde tudo interdepende
e é necessário que a matéria exista
no tempo de sua duração.
mas então o espaço é afirmação.
e como se não houvesse outro jeito, nos forçamos ao esforço,
pois somos incapazes de agir respeitando as veias fluidas.
por que elas estruturam se nós reinventamos?
incapacidade de aceitar o mistério?
insistência de um sistema nervoso que não foi convidado?
seguimos rasurando os ditos de nós
sobre nós,
acreditando e não
na utopia e na humanidade
do que se constrói através e à margem da palavra.
é claro que há renovação,
no tempo de sua duração
e por afirmação.
onde for possível notar, nunca nos falta nada,
mas tudo poder
por pouco transformar.
:::
terça-feira, 19 de junho de 2012
brincar is no play
quinta-feira, 14 de junho de 2012
outono outorgado
I
outono de segunda feira
faz manhã com as maritacas
pipocando o espaço
esverdeando o ar
das andorinhas
que reinam sozinhas e sempre
em bando
quando não vem urubu
rasante no desprezo
do silêncio
todas elas esticam o sol
com largas voltas
no horizonte
impressionando de céu
o azul
II
maritacas pipocam a tarde
também
num céu para carneiros
signos de Bahia
a revanche dos povos
extraterrenos
contracenam com o ballet
sem sonata
dos xavantes de metal
sobrevoam o outeiro
da glória
do outono ao carnaval
com intermináveis comunhões de parcimônia
ao desejo primário
de respirar além do sonho
brasileiro
fertilizar natureza para semear mentes
e as nuvens não explicam os
pássaros
graças ao mito
simbolizam espaços.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
jumingo
tinha gosto de relva
derretida
Cléo partiu a metade
pro futuro
as malas ficaram para trás
desceram o valão do céu
não tinham tanto valor
quanto o jabuti debaixo do braço
::
poema inacabado como domingo.
quarta-feira, 6 de junho de 2012
maturar
a ideia louca
aparente
repercute morna
incendeia
se transforma
e desconsola
se agride
a gamboa da elite
do saber
desconsidere a fonte
e trate de transfazer
o relevo contravenção
atravessar os dedos
sem medo do jogo
feder antes
que se remonte em asas
terça-feira, 22 de maio de 2012
CHÁ DO CHATO (la contrareformica)
chatoidodo
chatodoi
já tudo foi africano
núindiano
contratado fatoanti
relato
da história morta em contrapartida
escatofórmica
escapuliu a formada
eclesiasticidade
pela amortecidade dos retratos
fadados ao fracasso
reinunidos em troperdiçados
conferimonos noticiados
dados dando
olímpicos saltos soltos
em saturno
naufragueas virgens
matérias tribolentas
no rio no nilo
e outras tontas civilizadocracias
ambulantes
pois o relento antibastasse
descendedum tornado tornando
tudo lotado
lamaçal espumassado
em revolto mar
::
poesia para imagem de Renan Barbosa
sur méditant
sexta-feira, 11 de maio de 2012
domingo, 25 de dezembro de 2011
canto capibaribe
enquanto o pé recria caminhos, essa cabeça vicia o lar.
faz leve refutar.
um assobio
gabriel
bilhete aberto à querida amiga cantora, Virginia Capibaribe.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
pelo menos não era pra esquecer
para me render
um pouco indevido
na maneira de estar
a cultura estrutura o que pensar
em um ritmo
cambale camaleante
que porém não gosta
pela natureza naturalmente
imposta
no decorrer dos fatos
todos sabem onde
cabe o que
é normal
e quem não é
...e quem não é?
o bovino come pastos
o peixe nada
o santo baixa
em volta muda
nada é tão morrer ontem
e preciso como hoje
a cada vez.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
só por isso
na fronteira o limite
é tênue
quase infinito.
///////
dentro de tudo existe
um sol
debochante
e no centro um
outro des
manchante.
!
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
o difícil passeio paralítico
o medo maior
desconfigura
o sabor do sorvete
derretendo
nos dentes pro coração.
]:[
a imagem de uma ave
talvez seja
a mais bela e permanente das minhas idéias
até o pássaro me atacar
e eu perceber que ele pode
e me saboreia
enquanto me dói.
;
http://soundcloud.com/danielbenflos/cl-ssica
/
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
sensível demais pra ser verdade
como sempre
e ousa um pouco
até repetir
e aí ela me pede
depois me pode
mas esquece
que eu não quero
repetir
o frescor
só isso dá
tesão
de querer continuar
23/09/2011
*ou então por alberto caeiro:
O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
porque já não posso andar só.
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa
e ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo.
Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.
Todo eu sou qualquer força que me abandona.
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.
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sábado, 2 de julho de 2011
do céu
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você dá vontade de
bicar os estribilhos
e brincar de sol
nos outros
destrambelha
o pouco tempo
que temos
para devaneios
curiosos
seu tom de guria
põe som no meu dia
e sinto um cheiro
de imaginação
precoce
faz do jeito
como se faz um doce
de criança
perfeito
com olho melado
e sorriso dentado
ainda mais me encanto
quando percebo
que é de nada
que vidamos
simplesmente portanto.
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sábado, 23 de abril de 2011
outros fantasmas e as formas
se tornamos a evocar a alma é de morte que estamos.
o que não encaixa se desdobra.
.
segunda-feira, 21 de março de 2011
old times, same feelings
!!
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
que dói
não é fino
não é faca
não é febre
não resolve
não explode
não reserve
não é segredo
não é verão
não vira nunca
não é não
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
senza crema [è trovare l'italiano]
enxergar o óbvio
e desconhecê-lo
por possuir idéias de terceiro
e convencê-lo
de que só houve
se ouviu
embora se console com
cem mil
concorda que falta
atmosfera na alma
até que mata
sem sol
sem som
sem nata.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
não sei a que mão chegará
pensar nas coisas
terça-feira, 6 de julho de 2010
indiscussão
Seja eu o homem
seja ela também
seja ela o homem da história
seja a história invertida
seja eu uma coisa ou outra.
Serás, de partida,
o avesso da vida.
janeiro/2007
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vou ser vida
devaneia
a temporal.
abril/2010
sábado, 3 de julho de 2010
contem plativo
uma esperança
de liberdade
quando há céu
como se fosse
mais tarde que pudesse
antes mesmo
que voasse
interminável
mente.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
fluxo
romper
desencontrar
nascer
desaprender
aprender
descompassar
escolher
desencaixar
perceber
alargar
descaber.
domingo, 21 de março de 2010
carta de fulano
tem certeza?
e nos alikementamos.
sinceramente,
fulano. »
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
atemporalizando o sei
o verborrágico se esquece pro artesão.
a vida empurra conceito estufando o lógico. por isso a dificuldade muita de assimilação das informações desencontradas.
as explicações tendem ao que nos existe.
em suma, dialética do amadurecimento:
atemporalizando-se.
:}
el topo
ele sempre. o tempo
é oco. bate e volta.
fulano que sacou.
{:
ouça sempre
o que espera
tempo
reflete era.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
acontessência
o medo é vertente da vida. um sadismo cômodo em mover sofrendo.
não há dúvidas do maior, ainda que escuro. sensações impulsionais pulsantes do eterno. um peso sem vago de total esmago. leve quando desencaixa em livre conexão. isso encuca. faz crer nomes diversos [arte, deus, essência, meteóro, nirvana, gol, suor, canto, ballet, rio, etc, etc e etc].
responsabilidade juvenil de ser. intensa busca por identidade que não se basta. quanto mais indócil menos invólucra, apesar de amadurecida. acontecimento existencial natural enquanto sobrevivência. refutação do é pelo deveria. necessidade de aceitar a realidade anacrônica ao conhecimento.
genética responde por involuntariedade. arte assume insanidade.
de resto, sociedade.
como desculpa
pisar sobre pisos
rir sobre risos
amar sobre outros
intuir sobre coisas
por acontecer.
o que não tem juízo...
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sobre alma
sei doar
pelo olho
recomeço
logo um gesto
sem avesso
e assobio
pra ensinar
ou recrio
sem pensar
o que transforma
tanto
de vida
em lar.
13/08/2009
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sexta-feira, 19 de junho de 2009
e o caráter criativo
não existe graça fora do mistério.

o que
é
parece
e
foi-se.
rótulo se apresenta em certidão. comunhão abençoa o encontro. e graças aos códigos, rompemos fronteiras de relação ao comunicar...

Não compreendo como é que a individualidade fria, por ora ambígua, se realiza quando o comum grita banal em manchetes, esparramando-se em conversas de bar, mesas redondas, eventos familiares e etc. Por que as pessoas consomem tanta informação sucateada, quando deveriam se preocupar prioritariamente em produzi-las? Não é incrível presenciar experiências que ensinam vida? Ou ter uma estória a contar? Ou um conhecimento que nos leva a uma criação por refleti-lo? Enfim, interrogativas que se resumem a autodescobertas e que, portanto, não se bastam em explicação.
Parece que comunicar é raro somente aos que exercem tal função social, quando a prática antecede em milênios a profissão. O que nós, comunicólogos, podemos afirmar é teoricamente ter um maior domínio sobre o que são os signos, como, qual e por que (tentam) se comportar de tal maneira; mas de que adianta? Que repertório é esse explorado por nós, se não um achismo estatístico sobre o que se entende por vocábulos e imagens? Prefiro deixar que a ciência e a religião se embestem com suas verdades fajutas.
O desinteresse lingüístico para com as imagens, sons, sobretudo palavras, reside na falta de silêncio na interação, ou seja, na assimilação dos códigos – por que não pelos poros? A imaginação nos é livre, onde existem vísceras de desejos. Entretanto, a comunicação me parece um eixo fast-food de associação grosseira até curta, sem refutação com tempos. A educação de sensatez de mundo se restringe à realidade pesada de superética, na busca rasa por bom senso comum. Creio na importância do perceber sensível ao que nos convém no cotidiano, no pensamento enquanto produção de individualidade para a sociedade, e não tão somente para si, pois não há ciclo humano autotrófico.
Um rio brota de ressurgência num sítio onde silêncio cospe, análogo ao sapiens estando afeto, nu, e praticar-se é o ato máximo de criação que pode infinitar o diálogo. Não julgo poderes divinos sobre os homens, desloco apenas a capacidade interpretativa do óbvio à liberdade. Há uma certa preguiça medrosa em contestar e/ou aceitar a ignorância como elemento fundamental da descoberta – ao comunicarmos, rompemos a fronteira do desconhecido. Se a mera reprodução valesse, o Outro seria barulho espelhado. Lembremos, pois, que o Outro, distante de repetição, não tem cara, é resto de gente ou poeira sem coisa; daí a invenção.

sem desconstrução, o que resta?
.
domingo, 26 de abril de 2009
tempo emerge todo o tempo
memória.
outro mesmo escangalha.
história.
quando não ilusório.
contrário.
ou até cósmico.
onírico.
fragmenta esferas.
boicota espaços.
forma eras.
engana.
síndico do saber.
morador do silêncio.
cínico
em desvario
esconde mistério.
atender
ao chamado
contemporâneo.
[ . ... . ... .]
que tempo não se tempera com tempo?
.
domingo, 8 de março de 2009
tom de silêncio

percepção espreguiça tênue, prestes a desmistificar a sombra da natureza e a crise entre homens ensolarados. fruta madura não hesita origem. política despenca de hipocrisia. ambas desabitam o silêncio. a interação surte de cor espontânea. a mente me parece flecha sutil e o instinto voraz ingênuo. faz tempo que imitam folha até a morte. afeto brota em ressurgência. de vida, pois, sacia tudo aquilo que se molha.
toda falácia desfalecia.
muito acontecer sobre nada - sopro de linguagem oca.
era o parto dos contrastes. festa sem alarde.
ensaio de felicidade.
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Domingo cedo
goteira logo
boceja
28/12/2008
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"Olho é uma coisa que participa o silêncio do outro."
Manoel de Barros
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
bicho da própria cabeça
solidão é inevitável e nada tem de tristeza. o que ocorre, no geral, é desespero ao reconhecê-la. solidão tem silêncio altamente aproveitável. sussurra existência. promove eloqüência da mente e do corpo. a sinestesia se expõe vulneravelmente ao torpor. é o momento em que o ser é o arauto de si mesmo. e ouve-se muito. de ensurdecer. sim, é difícil e sutil, pois fragiliza. assusta e resulta em carência. mas é só encará-la, que logo surte degustação. o meio se torna mais atraente. o real mais alegórico. o que parecia pitoresco e distante, se aproxima do subjetivo e se materializa em certeza.
todo esse procedimento de autoanálise e confirmação serve somente para conforto da mente. é mera conversa para que a razão impiedosa se sinta convencida. tranquilizada. só assim, ela se desarma e permite que o ser espante os bichos encrostados pelo compromisso de existir. os fungos sociais. e pronto. aproxima-se vagarosamente da autonomia, vulga liberdade.
não é de se afastar eternamente todos os seres humanos, para viverem em paz e sós. solidão nada tem de isolamento físico. é apenas mais uma forma de autoconhecimento e integração dessa espécie à genuidade.
à natureza, não convém certeza.
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não entendo
e mais, só.
essa coisa de diferença
de fuso difuso
de jeito de uso
de maneira crença.
afeto é o que me falta
preciso voar
cheirar outro mato
beijar outro asfalto
que chamam a voltar.
vou no espaço
largo
o tempo
trago
o momento
traço
e faço um laço.
pois solidão sem salto
é mentira narrada
ciranda rachada
sapato alto
sem ato.
10/03/2008 e 10/09/2008
(juntando momentos)
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Muita gente
muito vazio
pouca gente
muito vazio
Pessoas que não preenchem o vazio
pessoas que enchem espaços
espaços que estão cheios de cosmos
pessoas que dependem dos cosmos
e de energia invisível no espaço
para se preencherem.
Pessoas que temem a solidão
acompanhada de cosmos,
temem o vazio próspero
e comemoram juntas
o vazio da própria existência.
31/01/2007
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solidão é assunto de hoje
mas amanhã eu conto
pois quero ser feliz
dormindo tanto
e só.
22/10/2008
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só?
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
andanças
o bom é que aqui eu não devo explicações. um quase não-compromisso. a não ser com a própria vontade. um compromisso original e de cobrança sutil e impositiva. e isso, para divagar sobre sentimentos, que de nada adianta falar, se não senti-los. mais um discurso repetitivo. da sinceridade. espontaneidade. naturalidade. e, agora, como nunca, a ingenuidade. não a ingenuidade tola. alienada. mas a que permite desarmar preconceitos e perceber os momentos.
um viajante precisa ter sensibilidade. e precisa da ingenuidade mesclada com humildade para ter a segurança de afirmar: "o mundo sou eu". sendo assim, o mundo deve ainda se conhecer. pois se renova a cada interpretação e troca. o mundo ferve e não tem eu. ele é eu. e quantos eus forem necessários. o eu, tadinho, se enaltece demais nas suas limitações e não entende que ele só pode ser tudo. o ego é uma titica perto do mundo. e o ego não sou eu. é só uma punhetinha do eu. sondando esse eu, percebo sentimentos que o rondam e o constituem como natureza do universo. sentimento que é coisa que não se controla. e afeto é fragmentação de sentimento. finalmente, o ponto: afeto deve ser distribuído. compartilhado. somente assim, se perpetua no efêmero. e o viajante carrega isso para a vida cotidiana.
nas relações que mantemos na nossa pequeninice, temos afeto. um mundinho onde procuramos massagear as afinidades. desafinidades, quando nos convém. precisamos daquele afeto do outro, como uma necessidade de vida. depositamos em poucas pessoas. assinamos tratados de confiança. fazemos política com afeto. e assim formamos uma coletividade vulnerável. uma cadeia de prazer limitada e dependente. por isso, viajar é estudar vida.
relato pós viagens:
e, enfim, o afeto - e como ele se espalha pelas andanças da vida. nos mundos de eus alheios. estórias simples que não devem nada ao interlocutor. que são porque acontecem. e quando contadas, se esvaem como o afeto. pra isso, não há tempo preciso. é só momento.
gritei livre por felicidade. pude finalmente ouvi-la em resposta. abracei o vento e entorpeci meu corpo. o momento faz o afeto. faz as pessoas. faz o ar. e só com maturidade que pude ser ingênuo a ponto de fragmentar-me em certezas. e certezas que me mostraram muito. os inchaços. a efervescência. a vibração de todas as não-matérias latejantes...]
tudo soa tão subjetivo que se perde em tentativas de explicações superficiais. se perde porque não tem eixo.
é certeza em vapor.
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dois clássicos para exemplificação:
Vinícius de Moraes:
"que seja eterno enquanto dure"
Baden Powell:
"na vida não se estuda pra aprender; é preciso viver"
Fernando Pessoa:
"navegar é preciso, viver não é preciso"
Quero dissolver no ar,
poluir o incerto,
experimentar ozônio,
vagar pelos hemisférios,
encontrar o nada esperto,
seco, a me esperar.
Quero fazer do meu ser
o mais desprezível notado,
despertar nos sonhos,
em forma de antologias,
o prazer encarcerado.
Depois de muito viajar,
espero assim voltar,
poento,
com presença em fragmento.
05/03/2007
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